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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Intermináveis

23 versos

Quero entender seus medos
medos que te afastam, que nos separam
ajudar a entendê-los, enfrentá-los
poder te ter mais perto, mais solta

Quero acompanhar cada jornada
dividir cada alegria, abrandar toda sensação ruim
Em cada novo ciclo, comemorar
um sucesso, uma festa, qualquer data

Quero me perder nos seus traços
poder desenhar sorrisos, completar abraços

Mas se o silêncio for inevitável
que a companhia seja confortável
favorável, indispensável
e a vida que segue, de alguma forma, engrandece
aprender, dividir. Aprendendo a dividir.
Do meu jeito, e do seu jeito.

Sei que não sei o que posso ou deveria fazer
que atropelo as etapas, sem contas.
Mas minha falta de norte, um corte,
se tem a tantos nãos e a visita do talvez
a falta de costume com a vida casual.
Você nos encheu de reticências
enquanto eu continuo esperando um ponto final.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Closed

[pra bom entendedor...]


Me fecho assim. Não pra vida.
Me fecho, assim, pro sofrimento.
Pra qualquer passo descompassado.

Me fecho assim. Por prazo indeterminado.
Não permanente. Consciente.
Me abro pros olhares, pras palavras.
Me fecho para análises, para discursos.

Mantendo acesso reservado aos pensamentos.
Confidencial, às vontades.
Secreto, aos sonhos.

Me guardo em mim.
Onde o acesso é restrito a você.

/f'[m]

No pressure

Quem diria
Debaixo desse edredon com as pernas entrelaçadas
Meus olhos encontrados nos seus
Seu perfume é música para meus sentidos.
Isso não é compromisso. É vontade.
Vontade louca de me perder nos seus beijos
Nas suas risadas e até nas piadas que não acho graça.
Estou viciada, em fase de abstinência.
Não. Não me diga pra não esperar.
Esperar não é cobrança.
Esperar é colheita. Fruto. Lucro.
Em você eu planto minha paz
Meus sorrisos mais sinceros.
E em você eu planto uma nova vida
Um novo jeito de se deixar levar.
Pra se deixar viver.


Estou entregue, aceitando o que tiver que vir.
Porque o que vier, é lucro.

/f'[m]