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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Eu e meu diário

Querido diário,

Como é possível eu estar tão feliz e tão triste ao mesmo tempo? Essa fase nunca vai passar?
Não quero muito papo com você hoje, só queria que você soubesse que razão e emoção nunca mais andaram juntas.

Falar sozinha é quase tão terapeutico quanto o antigo mertiolate em ralado no joelho.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Dancing Friends

Uma semana se passou e eu continuo com aquela frase martelando na minha cabeça. A questão agora é simples: enquanto você não tá afim de descer, eu não tô afim de ver você.
O problema é que ter mudar planos pra evitar a dúvida do E SE, é super chato. Mas, em compensação, pra evitar qualquer início de bad no fim de semana, eu me dei 3 ovos do Kinder Friends de Páscoa atrasada! =P

That's all, folks!
h'[m]

terça-feira, 23 de março de 2010

Recebi por e-mail

"Olá minha querida, tudo bem?
Pode ficar tranqüila que o "flagrante" que lhe dei hoje ficará entre nós.

Não querendo ser chato, ou dar uma de pai, ou de "chefe" para cima de você... Gostaria de fazer algumas considerações.
Hoje quando a vi hoje, não percebi aquele "brilho" que lhe é peculiar. Aquela alegria. O que está havendo? Por que buscas nesse amuleto chamado cigarro?

Outro dia encontrei com sua mãe e, para variar, falamos de você. Perguntei a ela se você já tinha concluído a faculdade ela me disse que ainda não. Disse a ela que seu problema é que você é muito inteligente e precisa de algo novo para motivá-la. Você tem dificuldade para se adaptar ao que é convencional. Estou errado? Disse que você deveria terminar sua faculdade para depois buscar outra identificação profissional. Mas com esse diploma você poderia mudar de cargo na empresa ou fora dela. Até citei a Natalinha como comparação.

Fernandinha, sei que você e Natália são completamente diferentes, talvez por isso a identificação. O que vc tem que pegar dela é a determinação de seguir um caminho. Repito, vc é muito inteligente, bonita, saudável, humorada, bla, bla, bla,...... Não permita que as dificuldades que surjam (seja em qualquer área de nossa vida) nos escravize ou nos imobilize impedindo nossa evolução.

Faça renascer ou deixe fluir essa sua garra nata. Não se deixe perder pela desmotivação ou desanimo ou pelo próprio excesso de motivação/inteligência que te afasta do que é convencional/rotineiro.

Não deixe apagarem essa luz maravilhosa que DEUS lhe deu. Acredito em você.
Beijos.
"


Desde então, as lágrimas não param de brotar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Como as coisas são

Pra quem acha que não gosta de Big Brother, uma dica: cuidado pra não desgostar da vida.
E daí que lá só tem briga, intriga e fofoca?

Ontem mudei meu status do Orkut, de "não informado" para "namorando". Não deu meia hora, foram 2 novas caixinhas do msn, 2 novos DM's no twitter, 1 sms e 1 ligação. Veja bem: tudo isso em menos de 30 min.
O mais curioso é que metade dos "curiosos" sequer falam comigo no dia-a-dia.
Se eu colocasse no nick "com câncer", nego ca-ga-ri-a, mas como era namorando...
Como o ser humano é, né? Ninguém se importa com o bem-estar alheio. Já a fofoca...

Perceba: qualquer semelhança com Realities Show, não é mera coincidência.

E quando eu falo que sou total sem jeito com esse mundo, as pessoas não entendem.

terça-feira, 16 de março de 2010

Sem Jeito pra Fofoca

Tô cansada de disse-me-disse, viu?
Se for pra falar comigo, que fale algo útil. Ainda mais essa semana que o trabalho está absurdamente punk.

Não sou adepta ao fale bem, fale mal, mas fale de mim. Vamos seguir de um jeito simples? Cada um segue sua vida como achar melhor, desde que não reflita na vida do coleguinha. Ok?

Um dia de cada vez, e eu prometo que não vai ser difícil.

Tô em fase de renovação espiritual. Qualquer semelhança com pleno bom humor e autosuficiência não é apenas mera coincidência. É autocontrole.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Porque não você...

Estou puta. Com todas as letras da palavra: P U T A. Além da raiva, tá começando a me bater preocupação, porque tem gente aí precisando de tratamento médico, e não é da boca pra fora.
Tô puta pela falta de respeito. Tô puta pela falsidade. Tô puta por estar cercada. Tô puta pelo teatrinho.

Quer dizer que rolou uma votação de Oscar 2009 e uma pessoa que não participou de 2009 pode votar?

autocontrole. autocontrole. autocontrole. autocontrole. autocontrole.

Queria eu ser do tipo que fala antes de pensar. Poder cuspir tudo o que tá entalado na gargante e, até, dar uns 3 ou 4 murros por aí. Minha raiva passaria e eu não teria câncer. Sim, guardar os sentimentos dá câncer. Já foi cientificamente comprovado.

E já que esse espaço é meu e eu falo o que eu quero, vamos lá.
O que ela tem que você não tem?
Integridade.
Integridade é uma coisa que não se inventa, que não se finge. Ou você tem, ou não tem.
Ela tem um olhar secreto, puro. Uma boca gostosa e uma língua que sabe ser usada com qualquer assunto que eu possa iniciar. Ela tem uma voz doce, porém firme. Ela tem senso de humor e é responsável. Ela é esforçada. Ela não teve tudo de mão beijada.
O que é dela ela conquistou, e não se fez de parasita. Com ela não tem joguinho, não tem disse-me-disse. O que diz respeito a ela, é só dela. O que não diz, não é com ela. Quando é, é. Quando não é: não é!
Quando ela quer, tá "quisto". Quando não quer, ela fala. Ela tem posição, tem pulso.
Ela me fez chorar bem menos do que você faz. A lágrima por ela renova, a lágrima por você rasga.
Ela tira de mim os melhores pensamento, os melhores desejos. Você me obriga a ter pensamentos que não gosto, que me envergonham. Você me faz não querer gostar do que gosto.

"Quem ama o feio, bonito lhe parece..."
E não precisa nem amar pra olhar e ver tudo o que falei aqui em cima.
Ela tem o mundo dela, um mundo de paz e serenidade, e só entra quem ela deixar. O que não vai ser o seu caso, aliás.

Eu sou do mundo, desse mundo, do meu mundo, e não vai ser você quem vai me tirar.
[ufa]

quinta-feira, 11 de março de 2010

How about a lunch?

Não nasci pra almoçar sozinha. Sou viciada em pessoas e ficar sozinha, na maioria das vezes, me deixa deprimida.
Não me incomodo de dormir sozinha, de passar a noite comigo mesma. Mas a noite é escura e, no escuro, você pode fazer tudo que não pode enquanto tem alguém olhando. No claro, não. No claro é o momento que você tem as pessoas por perto. O momento feito pra enxergar.
Taí o motivo de o carioca ser muito mais carismático que o paulista. A diferença entre o frio e o quente. O claro e escuro. O claro pede calor humano. O frio pede qualquer coisa que não inclua o todo.

Metade do pessoal foi almoçar no Peixe e eu, não sei exatamente o porquê, não quis ir. A Chris foi comer fora, e eu tô aqui pensando no brigadeirão.
Desde que a Naty se foi, tenho ficado bastante down nesse período entre as 11 e 13h. Espero que não demore muito pra me aparecer companhias pro almoço.
Quando a gente fica muito vulnerável, sabe o que acontece, né?
Bleh

quarta-feira, 3 de março de 2010

Encontros e Despedidas

Despedidas. Definitivamente, não gosto.
Chegamos aqui a cerca de 1939 dias. Desde o primeiro foi assim, juntas. Eu 1, ela 2. Não pudemos escolher mas, se pudéssemos, escolheríamos o mesmo lugar: Aqui. E, sem escolher, aqui caímos. Eu, a primeira, ela, a segunda. Por anos foi assim.

Fomos escolhidas por quem deveríamos ser. Caímos em áreas diferentes. Ela passou a ser antecessora a mim.
Aqui no blog ela fez história. Conversas ilusionistas sobre a formação da vida e do caráter. Da atitude machista, por ela, da feminista, por mim.
Pensamos diferente. Sim, pensamos. Mas sempre soubessemos retalhar o bom do ruim, o certo do errado. De certa forma, nos completávamos. Pessoal e profissionalmente. Ela me puxava as orelhas por não dar valor a faculdade. Eu lhe puxava as orelhar por não dar valor a si.
Nossa inteligência nos ligava. Era lógico que nos admirávamos pela lógica. Ela sempre foi inteligente do tipo nerd. Eu, do tipo largado. Nossa diferença tá aí: eu, descuidada, ela, sistemática.
Sistemática no exagero, confesso. Do tipo que praticava visivelmente a auto-punição. Enquanto eu era a draga, ela era, na minha cabeça, a anoréxica. Eu controlava sem parecer controlar. Instigava seu gosto pela comida, saudável ou não. Outback, Joe & Leo's, churrascaria e cafés da manhã.

Conhecemos a história uma da outra. As famílias se conheciam e tinham respeito e fascinação pela amizade.
Contei meu maior segredo. Na época era meu maior segredo. Ela entendeu, aceitou e respeitou, como deveria ser. Fazíamos piadas de nossas desgraças. Tudo o que reforço com a Chris sobre nosso salário, eu já havia discutido com ela alguma vez. Não é um salário justo. Não dá pra viver com esse salário.
Eu chorei algumas vezes, ela consolou. Ela chorou outras vezes, eu chorei junto. E assim foram esses 5 anos de convivência.

De um tempo pra cá, nossas rotinas mudaram. O sagrado horário de almoço dela, as 11h, virou meu sagrado horário de academia. E assim, começamos a nos perder. Não sei exatamente quando, mas lamento. Sinto saudade do tempo de conversas no lago e picolés depois do almoço.
Nossas companhia de almoço mudaram. Nos desentendemos algumas vezes depois, por causa do trabalho.
De sua vida pessoal pouco sei. Da minha, não sei o que sabe. Descobri anteontem que ela não tinha meus telefones novos. O dela, que nunca mudou, ainda sei de cór. Mas eu mudo de telefone como mudo de humor. E minha memória é excepcionalmente boa com números. A dela, com teoremas.

Hoje é seu almoço de despedida e meu estômago já está embrulhado. Ela vai comigo, quer conhecer o Lobo Mau. Tantos planos fizemos pensando nele. Tanto escolhemos e pesquisamos sobre os sonhos. Agora, o meu sonho é realidade e sei que ela se realiza da mesma forma: crescendo comigo. Meus olhos, com bolsões d'água, têm de secar em menos de 30 min. Ela cresceu e ficou maior que isso. Meu mundo ficou pequeno pra ela, e chegou a hora de ela sair para explorar. Eu, nada posso fazer a não ser lhe desejar boa sorte, demonstrar meu orgulho e admiração.

E, se a 5 anos atrás, Uma era Outra e Outra era uma. Já me sinto vazia sem minha outra metade. Minha metade amiga. Minha metade Natalia.
Obrigada, e boa sorte! =)
h'[m]

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Virtual Life

Eu passo mais da metade do meu dia olhando pra uma tela de computador. Considerando que eu "perco" cerca de seis horas por dia dormindo, totalizando 18 horas "úteis" por dia, dá pra considerar que vivo até 75% da minha vida virtualmente.
No trabalho, são cerca de 7 horas diárias, que mesclam entre prazer, vício e obrigações. Alt-&-Tab reina por aqui o dia todo.
A saída é ter sempre alguma coisa pra compensar outra. E foi por isso que criamos esse blog: para compensar a estafa mental de tantos processos, dando uma liberdade de expressão ao cérebro, tão massacrado por aqui.

No início, eu queria um blog pop. Queria que todo mundo me lesse e pensasse: "gente, ela é assim?", porque tenho a plena noção que as pessoas têm uma visão completamente errada da minha pessoa. Exceto as que me lêem.
Alguns belos meses se passaram, e eu percebi que blog me traz auto-conhecimento. Me analisando por aqui mensalmente, eu percebo o quanto eu sou instável.
Tendo noção disso, eu consigo me controlar, me entender e me aceitar.

Mas não é só de mim-comigo-mesma nem de mim-com-a-asterisco que sobreviveu este blog. O vício me fez fuçar outros blog, entrar em outras vidas. Outras vidas trouxeram outras visões e outras verdades. Fiz vários amigos por aqui, e rendeu até um cinema com um deles - bem especial por sinal - que virou amigo de carne-e-osso, destransformando a virtualidade.

Li no O Globo Online, que a internet deixará as pessoas mais inteligentes. Será?
Bom, não sei se mais inteligentes, porque inteligência é dentro pra fora, o que acho que não tem muito a ver com tecnologia. Acredito sim que as pessoas possam ficar mais cultas, mais On Time.

Outro ponto que eu discordo com algumas pessoas, é quando dizem que a internet deixaria a pessoa mais "encasulada". Veja o meu caso: Por uma lista na internet conheci dezenas de pessoas com o gosto musical parecido em São Paulo, Recife, Bahia, Minas, etc. E tenho uns 5 ou 6 deles muito presentes até hoje.*
Pela internet descobri que sinto atração por meninas e foi só por este meio que consegui chegar até elas. Eu praticamente me descobri e me aceitei por aqui.

As febres mudam: ICQ, mIRC, MSN, Orkut, Twitter, e agora, o meu xodó, o Formspring. Confesso que me tem sido bem útil para fins de interesse pessoal, mas agora tô caindo nas graças da "amizade inesperada". Pergunta vai, pergunta vem e eu tô completamente viciada em saber mais daquelas pessoas que me rodeiam. Amigos, amigos de amigos... É uma bola de neve absurdamente viciante e eu, que quase não sou curiosa, tô bem feliz por poder desenvolver esse lado "explorador". A única coisa que não tô gostando nisso tudo, é que tem gente confundindo as bolas e metendo os pés pelas mãos.
É verdade que eu me interessei por uma pessoa, mas eu tô longe de estar dando mole pra uma, muito menos pra duas! Eu tô com preguiça de falar dessa história de noooooovo, mas resumindo: eu sou legal, não estou dando mole.
Quando eu quero uma coisa, eu costumo falar, e não deixar subentendido. Entendido?

Ah! E espero que os detetives de plantão tenham gostado do post. Tá cheio de informação pessoal. Enjoy it!


["Escrevo num diário mentiroso
e a indução carnal traduz o certo em virtual.
As cortinas da imaginação fugaz,
estão fechadas para nós com seus mistérios - Nada mais"]
Playmobille - As Pontes

h'[m]

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O monstro que me habita

Depois de 4 ou 5 dias de sessão Dexter, terminei a primeira temporada. Nos primeiros capítulos me peguei assustada, com medo de mim mesma. Por que teria eu tanta semelhança com um psicopata, um serial killer?
Ao desenrolar dos episódios, fui identificando pequenos detalhes na personalidade que mostram que a semelhança é tão natural que é sutil. O que pode parecer um tanto cruel pra alguns, pra ele, nada mais é que a verdade. A sua verdade.
Tem tanta coisa sobre mim que eu escondo, como algumas mentiras que contei. Algumas que continuo contando. E nesse jogo de indas e vindas, me vejo cada dia mais cercado de gente. De gente que não me conhece.
Uma das poucas que me conhece a fio, está de férias de mim. Imagino que a essa hora ela esteja lendo algum livro a beira da piscina, com a caçula ao lado. E essa falta de terapia me trouxe uma reviravolta na cabeça. Quero mudar tudo.

Quero não precisar fingir ser boa anfitriã. Quero poder falar que não quero ir a farme sem medo de demonstrar a sociopata que sou. Tenho aversão a multidão, a essa diversão fake. A pessoas mal educadas.
Na verdade, tenho medo da minha reação com pessoas mal educadas e mal agradecidas. Eu tenho um lado amargo que quase ninguém vê e, nessas situações, ele fica na epiderme. Qualquer descuido pode ocasionar em um grande estrago.
Eu não quero pessoas por perto, hoje. Apesar de não parecer - e até de eu falar o contrário, de vez em quando - eu não tenho problemas em ficar sozinha. Muito pelo contrário: as vezes é preciso, como agora.

Mas fique tranquilo, senhor leitor. Apesar de todo esse desabafo, não se assuste. Eu não costumo fazer mal a ninguém, exceto a mim mesma.

A Luta

Eu convivo com meus medos e quase posso conviver bem com eles. O único medo que não consigo lidar é com aquele cheiro de 1,70m e ombros largos.
Mas como estou repaginando a casa e a vida, decidi que a partir de hoje, vou me limitar a querer o que eu posso querer. Aliás, não posso limitar o que eu posso querer, mas posso limitar o que eu posso buscar, o que quero correr atrás.
"Cheirar quem me cheira" é assim que vai ser daqui pra frente.
E será que já dá pra por em prática em pleno carnaval?